Entrevistas

dezembro 2016

Marcos Piangers 01 de dezembro de 2016

Pai da Anita e da Aurora e marido da Ana, Marcos Piangers é autor do best seller “O Papai é Pop”. Conhecido pelo bom humor no programa Pretinho Básico, da rádio Atlântida, o jornalista se divide entre a criação das filhas e o trabalho como comunicador. Com exclusividade para o Em Foco, Piangers conta um pouco mais sobre a sua vida privada e sua rotina de trabalho. Confira na entrevista a seguir:


Em Foco: Como está sendo a divulgação do livro Papai é Pop? Você esperava toda esta repercussão?
Marcos Piangers: Não esperava. São textos bem íntimos, que eu escrevia para compartilhar as histórias que vivia com as minhas filhas. Eu achava que não existiam muitos pais assim, mas surpreendentemente e para minha alegria, encontrei muitos outros com este mesmo mindset, essa mesma vontade de participar da paternidade, ser mais presente, então foi muito legal. Estou muito feliz.

EF: A sua esposa, Ana Cardoso, lançou o livro Mamãe é Rock. Como se dá o processo de criação do casal?
MP: A gente tenta ficar longe do computador ou do celular quando está junto com as meninas. Então normalmente a gente está com elas estudando, brincando, correndo, tomando banho, ou comendo. Eu escrevo geralmente de madrugada, quando elas já estão dormindo. A Ana acorda bem cedinho e escreve os textos dela. Por conta dessa nossa produtividade em horários diferentes a gente não lê nem palpita no texto do outro. Acho que cada um tem um estilo bem diferente de escrita. A Ana tem uma visão de mundo, eu tenho outra. Não que a gente brigue ideologicamente, mas ela tem uma visão mais desromantizada da maternidade. Eu acho isso superjusto, porque a mulher acaba tendo de passar por processos que homens não passam, por isso eu acho que tenho uma visão mais emotiva e romantizada da paternidade.

EF: No Pretinho Básico você faz comédia, mas em casa você precisa tomar uma postura mais séria. Como dosar estes dois lados do Piangers?
MP: O Pretinho Básico é uma válvula de escape, é bem pontual. Já fui muito mais brincalhão na internet e nas coisas que eu escrevia, e hoje utilizo o Pretinho para fazer esse tipo de brincadeira. Em casa também brinco bastante, a gente ri muito, mas claro, devemos ter essa preocupação de não virar um pai que não é só um amigão e que não impõe limites.

EF: O que você faz hoje em dia que não imaginava antes da paternidade?
MP: Não imaginava ver tanto desenho, assistir tanta Peppa Pig, nem deixar minha filha me maquiar no sábado de tarde, como ela sempre faz. Não imaginava cortar o cabelo em Salão de Beleza Feminino, para que minhas filhas pudessem pintar as unhas. Obviamente não imaginava ir no cinema ver tanto filme infantil, nem filmes da Barbie. Não imaginava que eu entenderia as dificuldades que as mulheres passam no mundo e como é importante para o homem entender como a construção social é bem mais complicada para mulheres.

EF: Quais as lições mais importantes que suas filhas te ensinaram?
MP: A noção de que o homem tem uma tranquilidade muito maior. Não possui pressão social para ter filhos ou casar. Nem existe aquela pressão quando engravida sem marido. Os homens também não possuem aquela pressão profissional ao engravidar, nem tem o corpo modificado. São vários recados sociais que, como homem, eu não percebia, porque as coisas foram sempre assim. Mas com duas filhas meninas, elas me mostram estas coisas o tempo todo. Acho injusto elas crescerem e ganharem menos, serem assediadas, tudo isso que a gente treina os homens a fazerem no dia a dia, que é basicamente não ter empatia nestas dificuldades que outras pessoas passam. Isso eu aprendi e me esforço todo dia para evoluir.

EF: Você tem intimidade com a cozinha? Que tipo de prato mais gosta de preparar ou comer?
MP: Eu adoro preparar com minhas filhas omelete, principalmente com a mais nova, que adora ajudar, quebrar ovo, tudo mais. E com as duas a gente faz muitos bolos, cookies com chocolate e panquecas.

EF: Ser um Papai Pop também é se dedicar à alimentação das filhas?
MP: A alimentação é uma das partes mais complicadas da paternidade e maternidade. O tempo que a gente passa para que elas comam coisas saudáveis é muito grande. Os pais precisam ter paciência para que o filho coma devagar ou que coma algo que não goste. Eu tento fazer pratos coloridos e sempre brincar com a Aurora, dando pontuação para cada comida. A gente brinca numa sequência, então ela tem que comer, por exemplo, o arroz, o feijão, a batata e a carne nessa ordem e, se ela quebrar a sequência, perde pontos. Gameficar é uma forma para ensinar sobre alimentação saudável. Outra forma é sempre explicar que comidas saudáveis vão deixar elas mais fortes e bem preparadas para o dia a dia. A Anita se ligou nisso muito cedo.

EF: Você pode deixar alguma mensagem para os leitores e leitoras do Em Foco.
MP: Quero agradecer todo o carinho e a companhia de todos os pais na minha página do Facebook e no papaiepop.com.br. As pessoas compraram o livro, demonstraram todo o carinho e decidiram ser pais e mães participativos. Isso faz toda a diferença na vida das crianças e faz um mundo melhor. Obrigado pela oportunidade e até a próxima.

Marcos Piangers

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