Entrevistas

dezembro 2007

Pedro Ernesto Denardin 01 de dezembro de 2007

Alguém que fala do que realmente pensa, bem-humorado e um pouco ousado. Assim é Pedro Ernesto Denardin, um porto-alegrense de 57 anos que é supervisor de esportes e locutor titular da Rádio Gaúcha e apresentador do programa Bate Bola na TV COM, de Porto Alegre, colunista do jornal Diário Gaúcho e cantor. Pedro Ernesto é casado com Jussara, pai de Fernanda, de 27 anos, de seu primeiro casamento, e de Ricardo, de 10 anos, e avô de João Pedro, de sete meses. Um dos hobbies de Pedro Ernesto, que se considera às vezes um pouco escrachado, é cozinhar, sendo que ele adora ir para a cozinha tanto na sua casa de Porto Alegre quanto na casa da praia. O entrevistado foi tão gentil que a repórter não teve coragem de perguntar se ele é gremista ou colorado. Então, leitores, se tinham dúvida, fiquem pensando que o Pedro Ernesto é GreNal e torcedor também de todos os times do Rio Grande do Sul.


Nos fale um pouco do início de sua carreira como narrador?

Nós fizemos um teste na Rádio Gaúcha entre 32 pessoas, das quais sobraram eu e o Nilton Azambuja, que foi aproveitado e eu, dispensado. Acabei indo parar na Rádio Farroupilha, em 1973, a convite do Marne Barcelos e do Batista Filho, que me contrataram como narrador. Na Farroupilha eu fiquei sete meses. Quando o Mendes Ribeiro assumiu como diretor ele me convidou para trabalhar na Gaúcha, onde fiquei até 1984.

Em 1984 você saiu da Gaúcha e montou uma rádio. Como isso ocorreu?

Saí da Gaúcha naquele ano para montar a Rádio Sucesso. Eu, o Wianey Carlet, o Nilton Azambuja, o Paulo Mesquita e o João Garcia. A rádio durou quatro meses, não teve sucesso e eu fui trabalhar na Rádio Bandeirantes, na época Difusora, onde fiquei por mais quatro meses, mas também não deu certo.

E como foi o retorno para a Rádio Gaúcha?

Em 1986 fui chamado para trabalhar como repórter e eu fui cobrir a Copa do Mundo no México. Fui repórter até 1990. Aí o Ranzolin, que era narrador de esportes, me disse que eu entraria no lugar dele, mas sem data definida, que eu fosse me preparando. Fui estudar História, na época, e assumi como segundo narrador até o Ranzolin sair, em 1995, da área de esportes, quando assumi como narrador titular, cargo que ocupo até hoje.

A partir daí você conseguiu unir suas duas paixões, que são o esporte e o rádio e, inclusive, foi um dos idealizadores do Programa Show dos Esportes. Como foi a idealização do projeto e quando teve início o programa?

Eu comecei o Show dos Esportes da Rádio Gaúcha, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, desde 1978. Estou há 29 anos e meio trabalhando na rádio e em abril vamos fazer uma grande festa para comemorar os 30 anos do programa.

Nesses 34 anos de carreira, quantas Copas do Mundo você já cobriu? Teve algum momento marcante em algum destes eventos?

Eu fiz oito Copas do Mundo. Mas acho que os momentos mais especiais em todos estes anos foram o jogo do Internacional no Japão e a Batalha dos Aflitos, na qual o Grêmio ganhou do Náutico. Na ocasião, o Náutico errou dois pênaltis e o Grêmio teve quatro jogadores expulsos e, mesmo assim, ganhou com sete homens. Quando o Grêmio fez um gol eu usei o termo ina cre di tá vel! O jogo, muito marcante, resultou em dois filmes e em um livro.

Você é casado com a Jussara e é pai de Ricardo e de Fernanda. Atrapalha muito a sua vida particular ter de viajar seguidamente e às vezes ficar muito tempo fora?

Eu nunca janto em casa e não tenho domingo. Quando combino de jantar com o Ricardo, uma vez por semana, janto a partir das 22 horas. Ele faz um lanchinho antes. E espera a minha chegada para irmos a algum restaurante de Porto Alegre. Já no Dia dos Pais, eu normalmente comemoro no sábado, juntamente com meu pai. Socialmente, sou um cara meio difícil.

Você é, também, cantor nativista nas horas vagas. Como começou o lado de cantor do Pedro Ernesto?

Já gravei oito CDs. Comecei a cantar em 1984 por que estava com uma dificuldade financeira, na época. Aí fui aprender a cantar o que, aliás, não sei até hoje. Não sei nem em que tom eu canto. Mas deu certo e faço vários shows. Só no mês de setembro fiz seis shows. Eu canto e tenho uma banda de quatro músicos que me acompanha, cujo nome é Tiro de Laço.

Nos fale, então, sobre os seus hobbies. Cozinhar é um deles? Você cozinha seguidamente e quais os pratos que mais gosta de preparar?

Cozinhar é um deles, mas não sei cozinhar direito. Um prato que eu adoro fazer é massa com molho vermelho e um lombinho de porco assado com geléia diet de morango. Também adoro fazer carreteiro de charque e churrasco, massas em geral, mas tudo coisas simples. Eu gosto é de ir para a cozinha. Domingo sou eu quem cozinha lá em casa, e quando vou para a praia, gosto muito de ficar na cozinha, pois tenho pavor de sol e acho que não tem coisa melhor do que cozinhar para passar o tempo. Também adoro lavar louça, além de jogar um futebol no final da tarde, na praia.

Poderia dar uma mensagem de final de ano para os leitores da Santa Clara Em Foco?

Eu não teria uma mensagem propriamente dita. Acho que as pessoas têm de procurar ser felizes. Não importa se a pessoa é rica ou pobre, mas primar pela felicidade. Isso é o importante não só nas festas de final de ano, mas sempre.

Pedro Ernesto Denardin

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